Mostrar mensagens com a etiqueta Anti-militarismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Anti-militarismo. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

Guerra à Guerra

 Já está em circulação o número do jornal Le Monde Libertaire correspondente ao mês de Janeiro de 2024, cuja capa  tem como título Guerra à Guerra .

O sumário e índice pode ser consultado aqui: 

https://www.monde-libertaire.fr/?articlen=7642&article=EDITO_DU_ML_N_1857




O sumário e índice pode ser consultado aqui: 

https://www.monde-libertaire.fr/?articlen=7642&article=EDITO_DU_ML_N_1857




quinta-feira, 29 de agosto de 2013

O vandalismo cultural do Exército norte-americano destrói os vestígios da Babilónia

As tropas norte-americanas de ocupação danificaram seriamente a antiga, lendária e histórica cidade iraquiana da Babilónia ao instalarem uma base militar no meio da suas ruínas, é a conclusão a que chega o relatório de especialistas e arqueólogos do British Museum. Destruição que era completamente desnecessária e que poderia ser facilmente evitada.
Recorde-se que a Babilónia é uma dos mais importantes locais arqueológicos do mundo inteiro e os danos que sofreu representam um perda irreparável para o património da Humanidade, segundo escreve o articulista do jornal The Guardian, no passado dia 15 de Janeiro.
Os veículos militares blindados norte-americanos destruíram os pavimentos da velha cidade com mais de 2.600 anos de existência, declarou John Curtis, conservador do Departamento dedicado à Antiguidade do Próximo Oriente do British Museum.
Partes inteiras da velha cidade foram também desfiguradas ao serem retiradas dos seus locais primitivos pelos soldados norte-americanos para o enchimento de sacos de areia, além do local ter sido devastado e contaminado pelos 2.000 elementos do exército dos Estados Unidos quando escolheram aquele local histórico para instalar uma sua base militar.
Curtis afirmou que o que ocorreu era o mesmo que terem escolhido para base militar as pirâmides do Egipto ou a região de Stonehenge.
Todo o legado arqueológico e histórico da antiga Babilónia ficou seriamente comprometido, declarou aquele especialista de História Antiga do British Museum.

As Razões pelas quais me declaro desertor de qualquer guerra

As Razões pelas quais me declaro desertor de qualquer guerra

Listagem de algumas das 3569 principais razões para desertar da terceira guerra mundial…ou de qualquer guerra.

Esta lista foi extraída de “ No a la OTAN e outros desacordos”, edição castelhana, 1981



1.Os horrores fazem-me madrugar

2.Aborrece-me o estilo prepotente das grandes potências

3.Talvez me possa estar sobre-estimar , mas dou mais valor à minha vida que a um barril de petróleo

4. Tenho algumas dúvidas acerca das centrais nucleares mas absolutamente nenhuma acerca do carácter apocalíptico da energia atómica

5. O cornetim de ordens não é dos instrumentos favoritos

6. Nem a roleta russa, nem o revolver americano me divertem

7. Tentarei evitar que Bush e Bin Laden se matem por meio do meu cadáver

8. Penso que há muita gente interessada no desarmamento utópico


9. Reivindico o meu direito a não ser mobilizado contra a minha vontade

10. Prefiro viver debaixo da ameaça soviética, americana, chinesa ou xiita do que debaixo de uma lápide

11. Holocauto, não. Obrigado.

12. Impressiona-me os ruídos bélicos, o fragor das batalhas e o estrépito do sangue quando salpica o mundo.

13. Desconfio que para entreter os rapazes, Hollywood não perca essa ocasião de ganhar dinheiro

14. Não me seduzo ser uma parte infinitesimal do túmulo ao soldado desconhecido

15. Nem tão pouco desfilar no grande dia junto das rutilantes máquinas de fazer cadáveres

16. Basta-me, e sobra, toda a poesia épica escrita até ao presente

17. Estou contra a massificação industrializada das cerimónias fúnebres

18. Prefiro os arenques às arengas dos políticos e militares

19. Recuso a hipnose dos hinos

20. Não me faz falta a vaidade heróica

21. A guerra para quem a trabalha

22. Onde esteja uma noiva da paz que desapareçam dez madrinhas de guerra

23. Não estou maduro para a martiriologia

24. O meu pessimismo tem um limite

25. Declino a honra que os estrategas possam gozar à minha custa

26. Que o dilema capitalismo-socialismo se dirima mediante a confrontação entre a Harvard University e a Universidade Lemonosov

28. Sou céptico face às fatalidades milenaristas

29. Recuso a fazer o jogo dos militares

30. Quanto à minha história clínica pessoal prefiro que a natureza siga o seu curso

31. Não aceito a tese segundo a qual se fez tudo para evitar a catástrofe enquanto não se tiver feito uma coisa: o desarmamento mundial

32.Os uniformes não vão com a minha maneira e o meu gosto de vestir

33.Creio que a vida é por si mesma suficientemente mortal

34.Nego-me a ser contemporâneo de uma barbárie tão antiga

35. Nunca lançaria uma guerra semelhante. Mais: foi declarada sem a aminha autorização, e até contra a minha própria vontade

36.Tudo é negociável excepto a honra, mas a honra é património da alma, e esta é imaterial, logo imune ás balas: daí a completa inutilidade de qualquer guerra santa, que é a mais absurda e a mais herética de todas

37.Acho incompatível o direito à vida e o dever de ir para a guerra

38.Já me chega o equilíbrio do terror. Não me peçam para ajudar a rompê-lo e converter o terror teórico em aplicação prática

39.Perante a catástrofe que ninguém me fale do «mal menor»

40.Não tenho interesse algum que metade da humanidade derrote a outra metade

41.E muito menos que a humanidade inteira derrote toda a população

42.Oponho-me ao genocídio em nome do nosso bem

43.Segundo o meu sargento, eles são o inimigo; mas segundo o sargento deles, o inimigo somos nós

44.não serei eu a tomar o arsenal dos barbitúricos termonucleares que certos governantes psicopatas acumulam nas nossas mesinhas de cabeceira

45. Dos «crasches» económicos já se recompuseram as bolsas, dos «crasches» ideológicos já os filósofos se encarregaram, mas os mortos de Hiroxima , segundo consta, ainda não se recompuseram