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terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

Dia mundial da rádio (13 de fevereiro)

À rádio devo em certa medida aquilo que sou

Porque os meus horizontes musicais e culturais nasceram com o lendário programa radiofónico «Página Um», que marcou definitivamente a minha vida, talvez até mais do que qualquer livro 

Com toda a propriedade, posso dizer que o Página Um ajudou-me a ser o que sou

O Página Um era um programa da Rádio Renascença, antes do 25 de Abril, com propostas musicais e reportagens que iam ao arrepio do nacional-cançonetismo e da informação oficial do regime

PÁGINA UM - um programa de José Manuel Nunes, e no qual participou, entre outros, Adelino Gomes

"Página Um", programa radiofónico que iniciou-se no dia 02 de Janeiro de 1968, na Rádio Renascença, entre as 19H30 e as 20H30


Ver: AQUI  

O indicativo musical do Página Um - Ouvir AQUI   



terça-feira, 23 de janeiro de 2024

Greve dos Tecelões do Porto que se tornou numa greve ger

A greve começou numa fábrica na Rua do Bonjardim a 6 de Junho de 1903. Espalhou-se a outras fábricas de tecelões e, depois, a dezenas de milhares de operários de todos os sectores.

A jovem trabalhadora Infantina Rosa foi presa, tendo declarado que trabalhava  «das 7 às 7, são 14 horas por dia, com   uma hora  para jantar, mas que às vezes é roubada» .

Com esta greve, os operários inundaram as ruas da cidade e mostraram a miséria e a fome de que sofriam, tendo conquistado o apoio da população em geral que se  comoveu com as crianças  e as famílias operárias famintas.

Polícia e tropa reprimiram grevistas junto das fábricas, nas ruas, nas ilhas. Estes respondiam à pedrada.

Seria, até aqui, uma greve normal, mas o movimento social grevista, com esplêndida organização e adaptada à situação, garantiu o apoio da imprensa diária do Porto; ocupou o espaço público central da cidade; expôs a miséria e a fome em que os operários vivam:; adoptou a não-violência, que paralisou a repressão; negociou   com os industriais de igual para igual; mobilizou a solidariedade dos cidadãos do Porto e do país;  e conseguiu a vitória nas principais reivindicações.

Foi a maior greve até então em Portugal, uma greve geral como nunca se tinha vivido, mas a sua memória perdeu-se, porque os vencedores de então, os anarquistas, foram depois vencidos.     

Fonte: AQUI 




segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

Assalto ao navio Santa Maria (22 Janeiro de 1961)

 Foi há 63 anos

O navio  transatlântico "Santa Maria" foi tomado de assalto na madrugada de 22 de janeiro de 1961 por um punhado de 23 exilados políticos portugueses e espanhóis como desafio aos regime fascistas de Salazar  e de Franco

O navio foi rebaptizado "Santa Liberdade".






sábado, 13 de janeiro de 2024

«J’accuse” de Émile Zola

 

13 de Janeiro de 1898 – Émile Zola publica o manifesto «J’accuse” no jornal L’Aurore a propósito do caso Dreyfus,

 e que constitui uma denúncia histórica contra a manipulação do poder (militar, judicial, político) do Estado contra as pessoas  




quinta-feira, 29 de agosto de 2013

25 de Abril: para que ninguém se esqueça

O 25 de Abril representa a queda da ditadura fascista, o fim da polícia política, o fim das guerras coloniais. É preciso que ninguém se esqueça.

No 25 de Abril de 1974 dá-se a queda da ditadura de Salazar e Marcelo. Um regime fascista que durou quase 50 anos ( de 1926 até 1974).

Antes de !974 não havia liberdade de reunião, de associação, de imprensa, nem de expressão. A censura cortava a livre crítica e a livre expressão das ideias.

Não era permitido o Divórcio e eram obrigatórias as aulas de Religião e Moral. O Estado Português tinha uma religião oficial: o catolicismo.
Existia a figura do “Chefe de Família” reservado ao Marido em relação ao qual a mulher e os filhos tinham um estatuto inferior.

Registava-se uma emigração enorme de Portugueses para o exterior à procura de melhores condições de vida, já que no nosso país, grande parte da população vivia na miséria. ( dizia-se que Paris era a segunda maior cidade portuguesa tal era quantidade de portugueses que passaram a viver naquela cidade)

As raparigas dos liceus (hoje, as escolas secundárias) andavam de bata, e havia distinção entre escolas masculinas e escolas femininas.

Os rapazes , chegados aos 18 anos, eram mobilizados para as Guerras Coloniais e lá passavam 4 anos, que era o tempo médio que durava o serviço militar obrigatório. Ou seja: os melhores anos de juventude eram passados na tropa.

Por isso, cada vez mais, havia exilados no estrangeiro.

Muitos cursos e matérias estavam interditos: as ciências sociais e humanas eram vistas como perigosas.

Não era possível ver certos filmes, e os que passavam nas salas sofriam frequentemente cortes da Censura.

Vivia-se num ambiente fechado, com usos e costumes tradicionalistas

Não havia liberdade sindical. E os poucos sindicatos eram sindicatos do Regime com os apaniguados do governo. Também havia associações profissionais que reuniam patrões e trabalhadores, com estes sob a tutela daqueles.

A polícia política (PIDE) perseguia, prendia, torturava e executava os oposicionistas políticos. Eram feitos julgamentos-farsa, sem qualquer garantia de defesa para os acusados.

A Economia era controlada pelos grupos económicos que pertenciam a grandes famílias devidamente protegidas pelo Regime político.


O 25 de Abril de 1974 foi um golpe militar realizado por oficiais de médias patentes (capitães e majores) descontentes com a guerra colonial e o regime ditatorial.
Era tal a sede de liberdade que o golpe militar foi apoiado por grande número de pessoas que logo saíram à rua, se bem que a população em geral continuasse muito apática tal era a passividade e o tradicionalismo em que tinha sido educada durante a ditadura.


Na linha do movimento hippie dos anos 60, das movimentações estudantis de Maio 68 e da contestação dos jovens americanos contra a guerra do Vietname havia no Portugal de 1974 bastante aceitação das ideias libertárias. Mas uma aceitação difusa. Em Maio de 1974 foi convocada no Porto uma manifestação anarquista pela libertação dos homossexuais. Criaram-se Comunas ( hoje, Squats) quer em Lisboa quer no Porto inspiradas no ideário libertário. Os antigos militantes anarco-sindicalistas começaram também a reogarnizarem-se. Realizou-se um comício Anarquista na “Voz do Operário” no dia 19 de Julho de 1974 a assinalar a “Revolução Espanhola”. A imprensa anarquista e/ou libertária reaparece: A Ideia, A Batalha, Combate, A Voz Anarquista, etc.