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sábado, 3 de maio de 2025

Os trabalhadores são mais qualificados do que os patrões

 Em Portugal, de um modo  geral, os trabalhadores são mais qualificados do que os patrões, mas apesar disso um quarto dos trabalhadores  recebe apenas o salário mínimo

Os trabalhadores portugueses têm um nível de escolaridade mais elevado do que os empregadores, sendo que cerca de um quarto recebe o equivalente ao salário mínimo nacional, segundo um estudo da Pordata sobre o perfil do trabalhador em Portugal.

Portugal é o país que tem maior proporção de patrões  sem escolaridade ou com o ensino básico no total dos empregadores", refere o estudo. A média da UE é de 16%, enquanto em Portugal se verifica um valor de 42% de empregadores com o menor nível de ensino.

Ler a notícia:

https://sicnoticias.pt/pais/2025-05-01-video-trabalhadores-sao-mais-qualificados-do-que-empregadores-mas-um-quarto-recebe-salario-minimo-7f19ef32#Echobox=1746082311



domingo, 11 de fevereiro de 2024

Teologia do Mercado - por Adriano Moreira

 «…as Faculdades de Humanidades são secundarizadas pela teologia de mercado e orçamento para que tendem os governos neoliberais repressivos…»

Adriano Moreira

Nota: nunca pensei ser necessário citar o professor  Adriano Moreira, mas nos tempos que correm até  o  democrata-cristão Adriano Moreira se opõe à loucura dos governos neo-liberais e da economia-casino em que se converteu a globalização capitalista. 


Os limites éticos

Um dos factos que marcam a nossa época, que já foi chamada do "mundo sem bússola", é que, ao mesmo tempo que as Faculdades de Humanidades são secundarizadas pela teologia de mercado e orçamento para que tendem os governos neoliberais repressivos, a ALLEA - All European Academies, considerou há anos urgente iniciar uma investigação conjunta em busca dos "Communes Values in The European Research Area", que resultou num livro editado pela Royal Netherlands Academy of Arts and Sciences. O tema foi intitulado "European Scientists and Scholars Meeting Their Responsability".


A principal conclusão, que torna insegura a busca de um paradigma global, a cuja investigação entregou a vida o padre Kung, e a que se dedica a UNESCO, foi o reconhecimento da "multiplicidade de convicções morais e posições éticas na Europa no que toca à variedade de essenciais problemas sociopolíticos que estamos a enfrentar".


A questão agrava-se quando assumimos que nesta data é o globalismo, e não apenas o europeísmo, que nos desafia, com todas as áreas culturais do mundo falando à comunidade internacional em liberdade, pela primeira vez na história.


De qualquer modo, um dos temas salientes, relatado por Henk T. Have, diretor da Division of Ethics of Science and Technology at UNESCO, intitulado "Ethics and Politics", teve sobretudo em vista as "implicações éticas da ciência e da técnica contemporâneas".


Talvez a compreensão do tema seja ajudada, tendo presente o seguinte: que os avanços técnicos e científicos foram usados para incitar e justificar a opressão e o assassínio designadamente na Alemanha de Hitler, no Camboja de Pol Pot e no Ruanda de Kambanda.


As virtudes do modelo ocidental, todas assentes no discurso de Péricles, pronunciado na qualidade de estratego de Atenas à beira do túmulo de um soldado, não se encontram em todos os regimes que recolhem a designação de democracia, segundo o modelo da ONU. Mas posto de lado o recurso frequente do Estado-espetáculo à semântica, a divisão de poderes é uma cautela contra as derivações políticas na chamada época dos povos.


Para enfrentar o autoritarismo, e outras dificuldades, a questão é que dificilmente se encontra uma fórmula de resposta à questão de saber quem guarda os guardas, e, apenas como ligeiro exemplo, a atual conflitualidade do Executivo português com o Tribunal Constitucional pode servir de meditação, esperando-se que fique por essa utilidade.


A base segura é hoje a idoneidade da aquisição do poder pelo consentimento dos povos, embora acompanhada frequentemente pelo Estado--espetáculo que veio por vezes agravar, quando se esperava que fortalecesse, a questão dos guardas dos guardas. Tem um dos seus maiores obstáculos no facto de o globalismo ser uma realidade de estrutura ainda mal conhecida, de todas as áreas culturais falarem em liberdade, o que não permitiu ainda tornar o diálogo consistente, e, consequência sobretudo ocidental, por ser crescentemente duvidoso se o Estado que conhecemos não foi ultrapassado como instrumento de governo. Sabemos, pelo menos, que cerca de metade dos Estados existentes não têm sequer capacidade para enfrentar os desafios da natureza, em parte potenciados pelos avanços da ciência e da técnica sem limitações éticas estabelecidas. E exige atenção o facto de as humanidades estarem a ser secundarizadas pelos sistemas oficiais de ensino, e certamente esta inquietação será incluída naquilo que foi chamado a quarta dimensão da universidade. Mas é crescentemente evidente e preocupante que as dificuldades financeiras do sistema universitário não sejam apenas originadas pela crise financeira dos Estados, mas sobretudo pelo esquecimento de que se trata de uma componente da soberania e não de uma área do mercado. Na longa história do ensino superior português não é útil incluir um precedente que esqueça o facto.


Fonte: AQUI 




terça-feira, 23 de janeiro de 2024

Educação popular através da prática desportiva

 

Educação popular através da prática desportiva e da atividade cultural

pode favorecer o reforço dos laços sociais, a autonomia e a emancipação





quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

Saber educar o olhar ... e promover o espírito crítico

 

Há quem considere o uso das bicicletas como um projeto ideológico, ao passo que o uso do automóvel seria sinónimo de liberdade individual!! 

É o que está retratado na imagem abaixo. 

É isso justamente que acontece quando alguém parte de um lugar comum ( ideias feitas, preconceito, estereótipo, etc) e considera outras ideias ou outros projetos como ideias ou projetos ideológicos, esquecendo que os lugares comuns e as ideias feitas e vulgares que povoam as nossas mentalidades e opiniões estão profundamente marcadas pela ideologia dominante que imperceptivelmente nos coloniza e nos formata sem darmos conta disso. 

 Outro exemplo pode ser retirado na área da música. Uma música ou canção pimba é tão ideológica como uma música ou canção política. É tudo uma questão de saber interpretar o que se esconde por trás das palavras e dos acordes musicais.

 E muitos outros exemplos se poderiam encontrar .